segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cinco corpos e um desejo

Fonte: Google imagens

Maria, Guilherme, Antônia, Pietra e Henrique. A celebração do amor, o jubilo do gozo, a liberdade escancarada ao prazer. Cinco corpos numa cama. Dez mãos descontroladas. Um desejo realizado. A descoberta do sexo coletivo, a troca de caricias em grupo, libido em êxtase, a entrega total... Não, pára. Não, pára. Não, pára...

Era a primeira vez que os amigos faziam uma orgia. A ideia havia sido cogitada há tempos, mas só agora se realizava. Dez pernas descontroladas. Enquanto Maria beija a boca de Pietra e Henrique morde a bunda do Guilherme, Antônia se deleita masturbando Henrique ao mesmo tempo em que chupa a vagina de Maria. A troca de posição é constante. Agora é Pietra que ocupa o lugar de Antônia, enquanto é penetrada por Guilherme, que é penetrado por Henrique. Não, pára. Não, pára. Não, pára... Maria goza pela primeira vez.

Em pensar que tudo isso começou com a ideia de um blog coletivo sobre contos eróticos. No início os amigos tinham apenas uma relação virtual, mas com o passar do tempo as relações foram sendo geograficamente mais estreitadas e agora, mais do que nunca, estreitadas entre quatro paredes. Cinco bocas descontroladas. Antônia morde a bunda de Henrique enquanto lembra o quanto era recatada antes de escrever para o blog. Guilherme continua sendo penetrado...  O gemido de Pietra é ouvido em toda a vizinhança. Maria goza pela segunda vez.

Todos estão sóbrios. A sobriedade é mesmo uma loucura, pensa Henrique. A cama é pequena para tanto prazer e eles ocupam todo o chão do quarto, que também fica pequeno. Não existe culpa nem culpados, somente gemidos e entrega. Não, pára. Não, pára. Não, pára... Agora o gozo é coletivo.

Maria comenta que aquele momento poderia inspirar um conto. Guilherme liga o computador e ainda com as pernas bambas e o coração acelerado, começa a escrever. Ele sugere que cada um escreva um parágrafo. Um texto feito a dez mãos, cinco corpos nus, bocas descontroladas, pernas enlouquecidas e cheiro de orgasmo. A entrega começa mais uma vez. E a cada pausa, um deles escreve este conto.

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