quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sexo, com ou sem amor?

Conversando com dois grandes amigos blogueiros decidi mais uma vez propor o desafio de nós escrevermos sobre o mesmo assunto. Essa brincadeira já foi feita aqui, veja. Dessa vez, o tema escolhido foi “amor e sexo”, e quem vai me ajudar nessa saga são os estudantes de Comunicação Social Sara Portal do blog http://saraportal.blogspot.com/ e Eraldo Paulino do http://eraldopaulino.blogspot.com/ . A proposta, além de mostrar as afinidades e contradições de nossos pensamentos, tem como objetivo principal fazer um diálogo de ideias. Uma das bandeiras do Lenda Pessoal.

Só para ratificar. Eu começo o desafio e depois passo a bola para o Eraldo, que em seguida passa a bola para a Sara. Certo? Agora, vamos ao que interessa. Afinal amor, sexo e mais dois grandes amigos é uma mistura boa, não é? E que comece o desafio:


Uma dose de amor e duas de sexo. Não, não. É melhor duas de amor e uma de sexo. Não, não. Três de amor e duas de sexo... É. Como seria bem mais fácil se tudo fosse uma coisa só. Se não houvesse escolha entre um ou outro. Se existisse apenas sexo com amor e amor com sexo. E ponto final, nada mais que isso.

A vida seria bem melhor com esses hibridismos. Os problemas diminuiriam pela metade se todas as comidas dessem água na boca, se todas as amizades fossem verdadeiras, se todos os diálogos fossem compreendidos. Se... Mas infelizmente não é assim que funciona. E é exatamente devido a essa inexatidão das coisas que recorremos as escolhas. E a vida é cheia delas.

Existem pessoas que escolheram separar sexo de amor e outras não. É simples. Eu me enquadro na primeira opção. É óbvio que com amor é muito melhor. Isso é fato. Mas sem amor também tem lá seus encantos. Mesmo que limitados, tem seus encantos.

Aliás, preciso enfatizar que separo apenas sexo de amor, mas não de respeito, de bem-querer, cumplicidade, de entrega. O que são coisas bem diferentes do sexo pelo sexo. Para que ocorra sintonia entre os corpos é necessário tudo isso. É preciso ser bom para os dois em todos os sentidos. Caso contrário, não terá encanto nenhum. E, portanto, não valerá à pena.

Separar sexo de amor não significa necessariamente banalizar o sexo. Como disse anteriormente, o que vale é a sintonia. Por isso também não concordo com sexo pago e nem com a indústria da sexualidade. Isso desumaniza a troca de intimidade e torna um momento tão prazeroso da vida em mais um negócio lucrativo do capitalismo.

Aos que não conseguem separar sexo de amor, peço que continuem assim. Pois, confesso que tenho muita admiração por vocês. E quem sabe, um dia não consiga fazer o mesmo. Enquanto esse dia não chega, continuo defendendo um sexo humano, livre, que não envolva dinheiro e principalmente com muita sintonia (ou outro adjetivo que você queira dar a palavra reciprocidade).

Agora é com você, Eraldo!


3 comentários:

  1. Bem escrito, cara. O autoconhecimento pode proporcionar um melhor proveito destes momentos... É importante, a reflexão sobre este assunto.

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  2. Belíssimo post, meu caro. Diria que tá a tua cara. Impressionante como tua digital está cada vez mais prsente nos textos.

    Agora, eu devo dizer que não concordo com a exploração sexual, com o tráfico de seres humanos, com a pedofilia, e tudo aquilo que é forçado e não harmônico. Mas gostaria de ressaltar que profissionais do sexo existem antes da maioria das profissões de hoje em dia, e que sem eles/as, tenho certeza que o mundo seria pior. rs

    É infinitamente melhor que uma pessoa pague pra foder do que foder forçando o/a outro/a a isso. Alémdo mais, prostituição não está necessariamente ligada a falta de condições, tem gente que sente prazer com esse trabalho, por isso, devo dizer que amo a prostituição sadia, e adoraria que ela fosse reconhecida na CLT.

    Bjs e obrigado pelo texto lindo que nos presenteaste!

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  3. cara, parabéns pelo texto!!!
    muito bom mesmo!!!

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