domingo, 28 de novembro de 2010

Afinal, o que querem os anti-sociais?


“Os anti-sociais são discriminados o tempo todo e ninguém faz nenhuma campanha para defender essa categoria”. A frase é de Leonardo Cortez, um amigo jornalista extremamente anti-social. Segundo ele, as pessoas não respeitam o fato de alguém querer ser discretamente reservado e ficar em casa ao invés de sair para um programa com os amigos ou em família.

Apesar de malucos, os argumentos pós-freudianos dele possuem lógica. E por isso tive que concordar com algumas questões. Eu mesmo, muitas vezes agir como um “antissocial-fóbico”, neologismo criado pelo Léo para definir quem tem aversão ao ser anti-social. Quantas e quantas vezes eu liguei para a casa de um amigo o recriminando por ele não ter ido para tal evento e fiquei puto quando ele respondeu que não foi porque queria ficar sozinho ou não estava com vontade de ver gente.

Árduo defensor da categoria, Léo explicou que essa história de que anti-social não se diverte é conversa para boi dormir. “Não existe apenas uma maneira de se divertir, pelo contrário. O anti-social aproveita o seu lazer de outra forma. Ele não precisa está em todos os lugares top, onde seus amigos ou parentes estão, para se divertir”, afirma.

As teorias do Léo vão ainda mais além quando ele desmistifica lendas como o anti-social é reclamão, muito tímido e reprimido sexualmente. “Isso tudo é mentira, não precisa ser necessariamente tímido para não querer está perto de muita gente. E outra, se tem uma qualidade que vale para todos os anti-sociais é a sinceridade. Eles jamais bancam o ‘boa praça’. Ou eles gostam de alguém ou não gostam. Não existe meio termo”, completa.

Confesso que depois dessa aula de combate à “antissocial-fobia” ministrada pelo Léo passei a rever alguns conceitos. Até porque analisando bem, já estive do outro lado do balcão. E algumas vezes tudo que eu queria também era apenas ficar sozinho sem ninguém para encher o saco. Ou “curtido o meu eu”, nas sábias palavras do meu amigo PHD no assunto. Afinal, quem nunca teve seu momento anti-social que atire a primeira pedra. Ah, sim. E antes que termine sem responder a pergunta que dá título a este texto, eis aí a resposta do Léo: respeito, sexo e amizades sinceras.

2 comentários:

  1. Leonardo Cortez está com a razão. Por que devemos respeitar os "baladeiros" e desconsiderar os "reclusos"?
    Cada macaco no seu galho.

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  2. Niestzhe costumava dizer que o isolamento faz com que possamos nos engrandecer ainda mais, ou seja, o isolamento opcional (não o passional) talvez faça a diferença para que os ditos CDFs quando adultos sejam muitas vezes os chefes daqueles caras legais e descontraídos.

    Abçraços do bixo-do-mato que vos fala!

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