quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quatro vezes amor


O relógio despertador toca pela segunda vez. São sete horas da manhã. Geyse lembra de cada minuto da noite anterior. A melhor noite da minha vida, pensa ela. O cheiro do orgasmo ainda permanece na sua cama. Uma mancha roxa e dolorida em seu pescoço era a prova que aquela noite não teria sido um sonho. Ela fecha os olhos e sorri.
Há cerca de cento e dez quilômetros dali, na rodovia BR-316, a 80 quilômetros por hora, Fred também recorda de cada gesto da noite anterior. O pensamento dele está tão distante que não percebeu quando alguns guardas da policia rodoviária acenaram para sua caminhonete parar.
No saguão do aeroporto internacional de Belém, a poucos minutos de embarcar para Buenos Aires, Paulo recebe uma mensagem no celular. Obrigado pelo nosso reencontro. Na mesma hora liga para Geyse e agradece pela noite anterior. Desde que foi morar na Argentina, era a primeira vez que ele retornava à Belém.
Numa emissora de TV local, em Belém, Luciana se prepara para apresentar mais uma edição de um telejornal. Nos bastidores da TV cochichavam que o “bom dia” dado pela apresentadora foi o mais sincero desde que ela começou trabalhar na emissora. Enquanto chama a primeira reportagem do dia, seu pensamento é dominado pelas lembranças da noite passada.
Antes do relógio despertador tocar pela terceira vez, Geyse se levanta da cama e liga a televisão. Na tela, vê sua amiga apresentadora que não consegue disfarçar a felicidade que sente. Fazia exatamente 3 anos que os quatros amigos não se reuniam. O despertador toca novamente.

Um comentário:

  1. Lindo,querido!

    Estou contigo nessa!

    Vamos celebrar o amor livre!

    Bjs!

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