terça-feira, 7 de setembro de 2010

As primeiras confissões


A publicação na íntegra do sexto dia do diário de John Lennon Souza da Silva, postada abaixo, contou com a autorização de sua família. As revelações feitas por ele foram confirmadas por todos da casa. Após uma série de esclarecimentos, principalmente por parte do padrasto de Lennon, fui autorizado a reproduzir por completo todo o diário do pequeno vendedor de pamonhas aqui no blog. Mas, com uma condição. Encontrar o paradeiro do pequeno Lucas. Uma saga que está apenas começando....


O DIÁRIO DE LENNON (sexto dia)

Neste sexto dia de registro, quero começar fazendo uma confissão. Eu já assassinei um homem. Quer dizer homem, não. Um desgraçado, monstro, filha da puta que abusou da minha irmãzinha de 8 anos. Como eu já tinha falado antes aqui, em casa mora eu, a minha mãe e os meus seis irmãos. E como minha mãe passa quase o dia todo no Bar da Loura, eu acabo muitas vezes, mesmo que ausente, assumindo o papel de pai lá em casa.
Foi graças a essa confiança que eles depositam em mim, que a Brenda me falou desse absurdo que acontecia com ela há mais de um ano. “Eu nunca tive coragem de falar pra mamãe, porque ele disse que se eu contasse ia matar toda a nossa família”, disse. Aquilo foi um soco no meu estômago, literalmente. O filho da puta que estava abusando da minha irmã morava do lado de casa e se fingia de “vizinho amigo”.
Tudo ali do meu lado e jamais havia desconfiado de nada. O desgraçado tinha a idade para ser meu avô e de vez em quando ia em casa levar umas “caças” que ele mesmo matava nos matos de Santa Isabel.
Não tive como deixar impune aquela situação. Na mesma hora em que soube dessa história fui a casa dele para acabar de vez com isso. Como ele sempre se fazia de “bom camarada”, não viu problema nenhum em me emprestar sua espingarda de caça, a mesma que ele tanto se orgulhava de já ter acabado com “mais de duzentos animais”.
A sangue frio, falei que ia usar a arma para caçar no outro dia de manhã cedinho. Pedi que ele me passasse as instruções básicas e pronto. Ele fez questão de carregar o armamento ali mesmo na minha frente. “É sua, meu jovem. Tenho certeza que vai saber usar”, foram as suas últimas palavras, assim que me entregou a espingarda. Certamente vou saber usar, sim. Na sua cara, velho filho da puta. Disparei ali mesmo, arrebentando seus miolos.
Assim que tive certeza que ele estava morto, dei um sumiço na espingarda, enterrando no quintal de casa. Como o desgraçado morava sozinho, não houve ninguém que intercedesse por ele, a policia ainda ficou rondando lá por perto de casa durante uma semana. Mas, como não conseguiram encontrar nenhuma prova do crime, tudo foi arquivado.

2 comentários:

  1. Desgraçados como esse ifelizmente infectam quase toda a extensao da Amazônia Legal, sendo até mesmo um aspecto cultural, ainda que pôtrido de nossas terras.

    Não acho que mereçam morrer esses pedófilos, mas, certamente, impunes é que não deveriam ficar esses doentes.

    Muito bom meu caro!

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  2. Aqui é só ficção... mas quantas menininhas, que na vida real, não sofrem em silêncio por atos animalescos como estes?! Sabe o que me deixa mais irritada? Com tantas mulheres "da vida" soltas por aí e estes monstros procurando as almas inocentes destas pequenas.

    Quanto ao texto em si, está cada dia mais interessante. Não deixarei de acompanhar os próximos capítulos.

    Um abraço e bom FDS.

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