terça-feira, 13 de julho de 2010

A Arte de Mentir


Como todo escritor aspirante à romancista sempre fui um bom mentiroso. Daqueles que mentem tão bem que acabam acreditando piamente nas suas próprias (re)invenções da verdade. Desde que comecei a esboçar os primeiros rascunhos das minhas novelas, aos oito, nove anos de idade, criava com facilidade mundos, pessoas, problemas e finais felizes. Tanta criatividade, algumas com originalidade outras nem tanto, foi essencial para que eu adquirisse uma familiaridade com a mentira.
Confesso que sempre prometo que não vou mais mentir, mas meu inconsciente acha que isso é mentira. Talvez Freud explicasse. E antes que eu seja apedrejado por conservadores e ortodoxos frustrados que ficam indignados com que conta mentira, mesmo que depois se arrependa e diga a verdade, devo esclarecer uma coisa. Nunca mentir para passar por cima de alguém. Assim como também nunca inventei nada que colocasse em risco a minha ética, o meu caráter e a honestidade que carrego comigo. Em compensação, conheço gente que se diz “extremamente sincero” e é um poço de cinismo e filhadaputagem. Mentira é diferente de falsidade. Esta me causa nojo e embrulha o meu estômago.
Minto para deixar o dia mais belo, para arrancar o sorriso do amado ou amada, para relaxar enquanto retiro as pedras do meu caminho. Minto para a minha mãe que não me vê há meses e me liga logo depois que sou assaltado e me pergunta como foi o meu dia. Minto para aquela pessoa que sou apaixonado dizendo que ao invés de duas faz três semanas que eu não a vejo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Terrinha de São Bené

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No dia em que se comemora os 397 anos da cidade de Bragança-Pa apresento um pequeno registro do cotidiano das margens do rio Caeté. Principal rio da cidade e cumplice fiel da bragantinidade.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Bragança ganha Inventário Cultural e lança selo comemorativo


Um selo comemorativo à Marujada do Glorioso São Benedito de Bragança-Pa, um ritual de fé, dança e louvor que ocorre desde 1798 no município, será um dos presentes que a cidade irá receber amanhã no seu aniversário de 397 anos. Segundo Toni Soares, secretário municipal de cultura, o selo é uma ratificação da lei 7.330 de autoria da deputada Simone Morgado (PMDB), homologada em dezembro no ano passado e que tornou a Marujada um Patrimônio Cultural do Pará. “Essa lei resgata a importância cultural dessa manifestação bicentenária que é a Marujada, prevendo sua conservação e inclusão nos calendários histórico, cultural e turístico anual do Estado”, disse o secretário.
Além deste presente, Bragança também ganhará um Inventário Cultural com o registro das mais variadas formas de manifestações e costumes existentes na região. De acordo com a Secretaria de Cultura do município o inventário é o resultado de dois anos de pesquisa e faz uma catalogação da identidade cultural dos bragantinos. A realização do projeto é uma parceria da prefeitura de Bragança com a Fundação Hilário Ferreira e a Fundação Tancredo Neves, através da lei Semear.
O lançamento do Inventário e do selo ocorrerá amanhã, às 18:30h, no Teatro Museu da Marujada, em Bragança.